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O que é/seria curadoria…

Curadoria é um processo de projeção temporária de sentidos e significados sobre a obra, produz algum tipo de estranhamento, capaz de mover o conhecimento. No oposto, a curadoria do tipo modelo Chanel, isto é, nenhuma ousadia e só reiteração de certezas elegantes. Curadoria pode ser um jogo do sensível com a obra de arte, buscar um diálogo poético, mas sem perder a perspectiva crítica”. (Paulo HERKENHOFF, 2008, p. 24).

“Talvez uma maneira mais interessante seja entender o campo da arte como um campo onde existem vários atores atuando, onde o que está no centro, na verdade, é a arte e a produção. Mais do que a figura do artista, o que realmente interessa é a produção simbólica. Quando um artista ou um coletivo assume esse lugar central de organizar essa produção simbólica, eles estão, na verdade, assumindo o discurso do curador. Curador, então, é menos do que uma profissão, menos do que uma pessoa, menos do que um agente determinado, é uma posição dentro desse sistema, que pode ser ocupada por um diretor de museu, por um curador independente, por um artista, por um coletivo, por um jornalista, por um filósofo… É aquela pessoa que, naquele momento, organiza esse conhecimento simbólico que é gerado pelos artistas. Nesse sentido evita-se um pouco essa polarização” (Moacir dos ANJOS apud Cristiana TEJO, 2011, p. 56 e 57).

“(…) um profissional cuja ação pode ser instituinte no sentido em que abre um acontecimento que está por vir e assim possibilita uma série de outras experiências que podem formar uma história. Ele retoma os sentidos instituídos de um trabalho para reinventá-lo, pensar a partir dele.” (Cauê ALVES, 2010, p. 46)

“Quando um curador é curador em tempo integral, nós o chamaremos de curador-curador; quando o curador questiona a natureza e a função de seu papel como curador, escreveremos ‘curador-etc’ (de modo que poderemos imaginar diversas categorias, tais como curador-escritor, curador-diretor, curador-artista, curador-produtor, curador-agenciador, curador-engenheiro, curador-doutor, etc)” (Ricardo BASBAUM, 2004).

Referências bibliográficas
ALVES, Cauê. “A curadoria como historicidade viva”. IN: RAMOS, Alexandre Dias (org.). Sobre o Ofício do Curador. Porto Alegre: Zouk Editora, 2010.
BASBAUM, Ricardo. “Amo os Artistas-etc”. In: MOURA, Rodrigo (org). Políticas Institucionais, Práticas Curatoriais. Belo Horizonte: Museu da Pampulha, 2004.
HERKENHOFF, Paulo. “Bienal 1998: princípios e processos”. In: Revista Marcelina: Antropofágica. Ano1, v. 1 (1o. sem. 2008). São Paulo: FASM, 2008.
TEJO, Cristiana (coord.). Panorama do pensamento emergente. Porto Alegre, RS: Zouk, 2011.

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